quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Uma última noite.

"Esta será a nossa última noite. A noite em que os nosso corpos se tocam e se tornam num só. Será a noite em que o que está dentro destas quatro paredes também deixa de interessar, excluindo nós. Esta sim, será a noite em que estaremos juntos de corpo e alma, depois... bem, depois... só as nossas almas estarão juntas e os nossos corpos separados.".
Disse-te todas estas palavras, uma por uma sem me escapar nenhuma. Disse-tas enquanto estávamos a dançar a um ritmo demasiado lento para dois corações tão acelerados.
Foi depois de teres invadido o meu quarto, onde eu estava já deitada, em toda aquela escuridão, de costas voltadas para cima e a olhar aquele mar que tenho o privilégio de ver por aquela enorme janela. Foi depois de te teres deitado ao meu lado com uma perna sobre as minhas, com o teu rosto lado a lado com o meu e o teu braço a abraçar as minhas costas nuas. Ficámos assim algum tempo, tempo esse que agora me parece fugaz demais. Não me mexi um milímetro que fosse enquanto te deitavas ao meu lado e adaptavas o teu corpo ao meu, nem enquanto estávamos os dois naquela posição a olhar o mar. Estivemos sempre em silêncio até então. Foi depois de te teres levantado, de te pores de costas voltadas para o mar em pé diante de mim, substituindo a visão de um mar imenso para um corpo imenso e esbelto, e de me teres estendido a mão. Foi depois de eu ter levado a minha mão ao encontro da tua, de me ter levantado em silêncio, de juntar o meu corpo ao teu, dos teus braços abraçarem o meu corpo e de eu pousar a minha cabeça no teu ombro. Foi depois de tudo isto. Foi depois de termos balançado o nosso corpo algumas vezes. Mas foi depois da minha primeira lágrima, foi depois da minha primeira lágrima que eu te disse todas aquelas palavras em voz baixa e ao teu ouvido, ainda com o rosto deitado no teu ombro. Foi depois de tudo isto que eu disse todas aquelas palavras que pareciam flechas lançadas ao meu coração.
Não disseste nada, agarraste-me ainda com mais força. Aceitaste sem dizer palavra, apenas continuaste sem contestar. Era isso que eu queria. Não queria gritos, mais palavras de sofrimentos, não queria nada a não ser estar contigo ali naquela última noite. Nem as lágrimas que nos escaparam eu queria.
Dançámos... dançámos... dançámos... dançámos sem dizer qualquer palavra, sem qualquer expressão facial. Fizeste-me sentir saudades tuas.
Paraste subitamente. Afastaste-me de ti. Colocaste a tua mão direita na minha cintura e a esquerda no meu rosto. Ficaste parado a olhar para mim, a avaliar todos os traços do meu rosto, até veres uma lágrima a escorregar pela minha cara. Seguiste com o teu olhar o trajecto que ela fazia até chegar ao pescoço. Foi então que me beijaste primeiramente o pescoço, depois foste subindo, subindo até encontrares os meus lábios.
Despiste-me de preconceitos. Despiste-me literalmente, lentamente e, simultaneamente, eu fazia o mesmo contigo...
... ...
Acordei deitada a teu lado. Olhei para ti e depois para o mar calmo daquela manhã e só depois, quando olhei à minha volta, encontrei marcas óbvias de prazer e amor por todo o quarto.
Sentei-me na cama, levei as pernas para fora dela, peguei na tua camisa que estava ao fundo da cama, vesti-a, voltei a olhar para ti, depois para o exterior da janela com aquela enorme varanda e levantei-me.
Fui em pontas de pés até à banheira para não te acordar. A minha intenção era tomar duche e depois preparar-te um pequeno almoço inesquecível.
Tomei um duche que sabia não ser rápido. Mas precisava de todo aquele tempo para tocar em todos os pontos do meu corpo onde tu tinhas tocado. Precisava estar relaxada para fazer o que intencionava depois de sair daquele duche.
Voltei a vestir a tua camisa, sentia-me confortável com ela e sabia que tu adoravas ver-me com ela.
Fui novamente até ao quarto... Não havia sinal de roupas tuas no chão, não havia sinal do teu corpo deitado na minha cama... Não havia sinal de ti.
No entanto, deixaste-me algumas coisas que, naquela momento, pensava que era apenas uma mesa na varanda com o pequeno almoço preparado e um guardanapo com um coração que tinha sido eu a desenhar e que te tinha dado no primeiro café que tomámos juntos. Pensava eu que era apenas isso que me tinhas deixado, mas enganei-me! Deixaste-me saudade, fúria, sofrimento, amor, paixão, recordações, a tua camisa e um pedido de casamento entalado na minha garganta.
Enquanto tomava aquele duche a minha intenção era relaxar e ficar bonita para ti, para que quando eu estivesse sentada na mesa da varanda com o pequeno almoço preparado para nós e a praia como pano de fundo, acordasses, olhasses para mim, sorrisses, te dirigisses a mim, me beijasses, te sentasses ao meu lado e, aí sim, eu te pedir que ficasses comigo para sempre.
Era isso que planeava para nós depois daquela noite. Planeava que aquela última noite não fosse verdadeiramente a nossa última noite.
As únicas palavras pronunciadas naquela noite saíram da minha boca. Estavam amaldiçoadas.
Foi uma noite a preto e branco. Uma noite de silêncio. Uma noite de intenso envolvimento e paixão. Foi uma noite tão simples, tão intensa e perfeita, que queria que aquele começo de dia fosse também especial.
Saíste da mesma forma que entraste. Entraste sem dizer qualquer palavra, continuaste em silêncio e saíste da mesma forma. Entraste sem fazer barulho, sem eu dar por isso e saíste da mesma forma. Mas entraste para me amar e saíste sem que deixasses que eu te amasse para o resto da minha vida.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Fecho a porta.

Eu fecho a porta
Como tantas vezes, como tantas vezes antes
Como é que te deixei ir embora esta noite
Sem dizer nada
Eu tento dormir, sim
Mas o relógio está parado no pensamento tu e eu
Surgem mais mil arrependimentos, sim
Se estivesses aqui agora, eu juro,
Eu dir-te-ia isso

Não quero desperdiçar outro dia
Guardar isto dentro de mim está a matar-me
Porque tudo o que eu quero, só tem a ver contigo
Eu gostaria de poder encontrar as palavras para dizer
Eu dir-te-ia todas as vezes que partisses
Eu estou inconsolável
Eu subo pelas paredes
Eu vejo a beira do abismo e não consigo saltar
Eu memorizei o teu número
Então por que não te consigo ligar?
Talvez porque eu saiba que sempre estarás comigo
Na possibilidade

Eu não quero ficar assim
Eu só quero que saibas
Tudo o que estou a segurar
É tudo o que eu não posso abandonar, não posso abandonar

Não sabes?
Eu não quero desperdiçar outro dia
Eu gostaria de poder encontrar as palavras para dizer
Eu dir-te-ia todas as vezes que partisses
Eu estou destroçada

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Procura-se...

Não quero que sejas demasiado racional, precisas de encontrar um equilíbrio entre a cabeça e o coração. Tens de ter sentimentos, tens de ter coração.
Não quero que te cales, quero que fales, quero que grites. Mas quero que ouças.
Tens de saber chorar, rir, sorrir, gritar, sussurrar.
É preciso que respeites, que admires, que elogies. É preciso que gostes, que adores e que ames. Preciso que sintas. Não quero que sejas demasiado sentimentalista, é preciso que consigas ser frio. Não tens de levar o pequeno-almoço à cama todos os dias, tens de fazer com que também haja dias em que o façam por ti.
Quero que cantes no duche, preciso de me rir contigo. Preciso que faças rir.
É obrigatório que saibas guardar segredo sem pedir nada em troca. Sshhhh… Segredo!
Não precisas ser puro, nem completamente impuro. É preciso que já tenhas errado. Podes até já ter sido enganado. Podes já ter sofrido.
É necessário que sonhes, que tenhas sonhos. É necessário que lutes por esses sonhos e que não desistas deles. Não precisas ter sempre as mesmas ideias, os mesmos sonhos e objectivos. É preferível que mudem tal como é preciso que vás mudando e crescendo com o tempo. É preciso que gostes de aprender e crescer.
Tens de saber conversar de coisas simples, de coisas banais ou coisas complexas. Tens de saber dar a tua opinião e saber ouvir as outras.
É preciso que te comovas com a simplicidade, que saibas recordar, que precises recordar. É preciso que dês valor às recordações. É preciso que dês valor ao ser humano, aos desertos, à praia, aos beijos, aos abraços, à escuridão, à noite, ao pôr-do-sol, aos meus desejos e a ti mesmo.
Tens de me saber abraçar, de me deixar sentar ao teu colo, de chorar no teu ombro. Tens de me deixar abraçar-te e fazer por ti o que fazes por mim.
Preciso que sejas duro comigo, preciso de aprender. Preciso que sejas compreensivo comigo, preciso de apoio. Tens de saber apoiar e criticar.
Gostas de chocolate quente? Era bom que gostasses, mas não é imprescindível. Não podes gostar de tudo o que eu gosto. Não podes aceitar tudo, nem criticar tudo.
Tens de ser livre.
Não podes ser vulgar.
Não podes ser perfeito.
Tens de ser imperfeito.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Tudo o que ele quer.

Ele leva uma vida solitária

Já era tarde quando ele acordou
Na luz da manhã e no começo do dia
Ele abriu os olhos e pensou
Oh que manhã!
Este não é um dia para trabalhar
Este é um dia para bronzear
Ficar apenas deitado na praia e divertir
Ele vai agarrar-te

Tudo o que ele quer é outro amor
Amanhã ele terá ido embora, rapariga
Tudo o que ele quer é outro amor
Tudo o que ele quer é outro amor
Amanhã ele terá ido embora, rapariga
Tudo o que ele quer é outro amor

Tu estás na mira dele
Ele é o caçador e tu és a raposa
A voz gentil que fala contigo
Não irá falar para sempre
Esta é uma noite para a paixão
Mas o amanhã significa o adeus
Cuidado com o que chama a atenção aos teus olhos
Ele vai agarrar-te

Tudo o que ele quer é...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A pequena loucura.

Fazemos assim:
Vens ter comigo esta noite quando já ninguém estiver acordado. Eu estarei a fingir que estou no terceiro sonho desta noite quente, quando me telefonarás a dizer que estás sentado no chão em frente à minha casa. Eu atenderei e dir-te-ei, em voz baixa, que és louco, mas que te amo por isso. Pedir-me-ás que vá ao teu encontro só para que me possas ver e para me dares um beijo de boa noite, noite essa que já irá a meio. Eu acederei ao teu pedido, mas, por certo, que não vou resistir à tua presença ali, diante de mim, e te vou arrastar para dentro. Farás o percurso até ao meu quarto calado, sem respirar, sem emitir qualquer vibração que faça alguém perceber para onde te levo ou simplesmente que estarás ali. Entrarás no meu quarto já sem a t-shirt que trarias vestida para esta loucura e encostar-te-ás à parede. Depois, eu trancarei a porta a sete chaves, irei ter contigo, encostar-me-ei a ti, beijar-te-ei e . . .
. . . simplesmente fazer-me-ás feliz!

sábado, 19 de abril de 2008

As vertigens.

Tinha vertigens. Subi tão alto, levaste-me para tão alto, que fiquei com vertigens. Agora tenho medo de cair. Disseste que me agarravas, que eu não precisava ter medo, porque nunca me irias largar nem deixar cair.
Confiei em ti, confio em ti. Trouxeste-me a ver coisas magnificas cá em cima. Mostraste-me coisas que só tu me poderias mostrar. Claro, só tu me poderias mostrar, se fosse outra pessoa eu vê-las-ia de outra forma, forma essa que, por certo, seria menos bela.
Sabes que mais?! Confiei em ti e não me arrependo por um segundo que sejas. Sabes porquê? Porque mesmo que um dia caia daqui de cima, deste longe tão alto, não me importo. Não me importo porque estar aqui em cima é a coisa mais hilariante que me podias dar, é a coisa mais magnifica que algum dia tive.
O tempo que me vais cedendo ao me deixares ficar contigo aqui em cima é o tempo que me possibilita conhecer mais de ti, o que faz com que te ame cada vez mais, mais e mais.
Vá lá, agarra-me!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O arrepio.

Ao ver-te entrar senti um arrepio. Aquele arrepio que todos aqueles que estão apaixonados sentem. Sortudos de quem o sente, feliz de quem o sente e faz sentir. Acho que sou apenas sortuda. Quem me dera fazer com que sentisses também esse arrepio.
Queria estar no teu lugar, queria que quando me visses entrar por este café (onde estou a escrever este maldito desabafo) também sentisses o arrepio que eu sinto quando te vejo. Aí sim, deixaria de ser apenas sortuda por senti-lo, e passaria a ser também feliz por to fazer sentir.
Apesar de tudo, acho que estou feliz de qualquer das formas. Não sou eu que tenho o privilégio de te causar tais sensações, mas sei que as sentes. Sentes por outra pessoa, é certo, mas tu és feliz com ela e eu só posso estar feliz por ti.
AAAAIIIIIIIIIIII... não sejas cínica contigo mesma. Já ouviste bem o que estás a dizer? Já paraste e pensaste no cinismo com que estás a encarar a situação? Tu gostas dele e o facto de saberes que ele gosta de outra pessoa e que é feliz não faz de ti uma pessoa feliz. Muito pelo contrário, faz de ti uma pessoa seca. E, já agora, deixa-me dizer-te que não, não és uma pessoa sortuda por sentires arrepios quando o vês. Sortuda serias se não sentisses nada por ele, sortuda serias se ele fosse para ti igual a qualquer outra pessoa.
Vamos mudar o discurso. Não, eu não me consigo sentir feliz por gostares de outra pessoa. Não consigo porque o sofrimento que causas em mim não o permite.
Olhar para ti e saber que não és meu; tentar aproximar-me de ti e recuares; cuidar de ti e ires embora... são estas coisas que não me deixam ficar feliz por ti. Peço imensa desculpa, mas não consigo ficar feliz por ti. A tua felicidade magoa-me.

terça-feira, 1 de abril de 2008

O desejo.


Morangos vermelhos. Lábios encarnados. Unhas cor de vinho. Arranhões…! Sangue verde, como morangos não desejáveis para saborear.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Os momentos inesquecíveis.

Lembras-te quando, no meio da multidão, pegavas na minha mão, me puxavas para junto de ti e dizias ao meu ouvido que o meu andar te deixava completamente louco? Logo após o dizeres, olhavas em frente com um ar indiferente e, depois de veres o meu sorriso pelo canto do olho, olhavas para mim com o tal ar indiferente, sorrias e puxavas-me para os teus braços, beijando-me. Lembras-te?

Ainda te lembras de quando fingias que te magoavas e, enquanto te esforçavas para pôr aquela cara de criança em sofrimento, dizias que estavas muito mal e que precisavas dos meus mimos? Nessas situações, fazias com que eu te desse beijos para a suposta dor passar, fazias com que me deitasse ao teu lado a mimar-te até te esqueceres da dor que tinhas inventado e te abraçavas a mim, rias e me tentavas fazer cócegas.

E de quando me vendavas os olhos, sopravas com suavidade ao longo de todo o meu corpo e, apenas ao ritmo daquela música que ambos veneramos, me beijavas por cada ponto do meu corpo. Lembras-te?

Ah, lembras-te? Lembras? Lembras-te de quando discutíamos? Quando discutíamos, quer dizer, quando eu discutia contigo, ficavas a olhar para mim com aquele sorriso suave nos lábios à espera que eu te perguntasse se me estavas a ouvir ou se estavas a gozar comigo para, depois disso, me empurrares contra a parede, me olhares nos olhos, me dizeres que me amas e me beijares como se a discussão nos deixasse com mais vontade de nos amarmos. Muitas vezes, nem deixavas que eu te perguntasse se me estavas a ouvir, simplesmente, calavas-me com um beijo agressivo. Lembras-te? Vá lá... diz-me que sim. Diz-me que não te esqueceste.

Esta noite espero por ti... espero por ti para que me dês mais um momento inesquecível como todos estes... espero por ti porque é só a ti que quero. Espero por ti porque, também eu, te quero dar momentos inesquecíveis de autêntica loucura, parvoíce, amor, carinho... simplesmente momentos como estes, inesquecíveis.

O melhor momento para ser feliz é o agora. Alinhas?

quarta-feira, 26 de março de 2008

Os sete pecados capitais.

Os pecados capitais são uma classificação de vícios usada nos primeiros ensinamentos do cristianismo para educar e proteger os crentes, de forma a compreender e controlar os instintos básicos.

O porquê do número 7
Os Pecados mortais são sete, não por coincidência, mas porque este número tem um significado especial. Este número representa a união do Mundo Divino com o Mundo Humano. O sete é considerado o número esotérico, o número da perfeição (eleva o ser na sua qualidade maior) e o número sagrado.


Origem dos 7 Pecados Capitais
A igreja classificou e seleccionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação. No final do século 6, o Papa Gregório fez uma lista onde colocava por ordem decrescente os pecados que mais ofendiam o amor:

  1. Orgulho;
  2. Inveja;
  3. Ira;
  4. Melancolia;
  5. Avareza;
  6. Gula;
  7. Luxúria.
Mais tarde, a lista foi actualizada e, actualmente, a lista de sete pecados capitais aceite é:
  1. Soberba (ou orgulho, arrogância extravagância);
  2. Inveja (ou cobiça);
  3. Ira;
  4. Preguiça;
  5. Avareza (ou ganância);
  6. Gula;
  7. Luxúria.

Significado dos 7 pecados capitais
Soberba (ou orgulho, arrogância, extravagância):
É a sensação de que "Eu sou melhor que os outros", ou seja, a falta de humildade. Isto leva a criar um conceito de si mesmo elevado, que não corresponde à realidade, o tal amor próprio exagerado. Surge com isso a necessidade de aparecer, de ser visto passando inclusive por cima de padrões éticos e minimizando os outros.




INVEJA (cobiça):
Uma expressão popular bastante usada para designar inveja é “dor-de-cotovelo”. É a dificuldade de admirar o outro, o sentimento de desgosto pelo bem alheio e o desejo de possuir um bem que outro possui (não se refere apenas a bens materiais. A inveja faz-nos perder o contacto com nossas verdadeiras possibilidades.



IRA (cólera, raiva, fúria, rancor, ódio):
É um intenso sentimento de raiva, ódio, rancor, um conjunto de fortes emoções que nos leva a ser exageradamente agressivos. É vista como um desejo de vingança.









PREGUIÇA (morosidade, negligência, moleza, indolência):
É uma aversão ao trabalho. Este sentimento faz com que as pessoas desqualifiquem os problemas e a possibilidade de solução destes. A preguiça não se resume na preguiça física mas também na preguiça de pensar, sentir e agir.





AVAREZA (cobiça, ganância, ambição, mesquinhez):
É ambição de riqueza e vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça à bens materiais e ao dinheiro, ganância.


GULA (excesso, sofreguidão):
É um excesso no comer e no beber e o grande amor que se tem a boas iguarias.




LUXÚRIA (exuberância, ostentação, corrupção, lascívia,sensualidade):
É definida como uma impulsividade desenfreada. Tem também conotações sexuais, ou seja, é o prazer que se tem à carne.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O pulso aberto.

Boas!!!
Pois é, depois de não sei quanto tempo aqui estou eu só para vos dizer que abri o pulso.
Isto interessa-vos?
Pois está claro que esta informação não contribui absolutamente nada para a vossa felicidade. Mas apeteceu-me escrever e, pois bem, foi isso mesmo que fiz.
Até...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Intuição.

"Conjunto de conhecimentos próprios adquiridos ao largo das múltiplas experiências do Ser, que lhe aflora à mente espontaneamente, sem necessidade de ninguém lhe transmitir nada, pois que tais conhecimentos pertencem ao seu universo peculiar e subjectivo de conhecimentos".

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O poder da leitura.

Vivemos num tempo em que não há tempo. Por causa disso, ler tornou-se uma miragem, uma daquelas coisas que nos dizem poder mudar as nossas vidas, mas que adiamos sistematicamente. Ao mesmo tempo, e porque há cada vez menos quem o faça, ler também se transformou numa maldição. Por outro lado dizem-nos que devíamos ler mais e se não o fizermos ficaremos de algum modo incompletos. Como se nos escapasse alguma coisa do mundo, numa espiral de ansiedade que transforma a leitura em algo de quase sagrado.
A leitura deve ser tudo menos uma obrigação. A leitura, qualquer leitura, é sempre uma descoberta. Mais, é uma descoberta muito própria de cada um. Não há duas leituras iguais. É um momento da mais pura intimidade. Quando lemos estamos sós. Tudo à nossa volta pára e deixa de importar, porque o poder da palavra sobrepõe-se a tudo o resto. A leitura é o mais poderoso de todos os feitiços. As palavras levam-nos a sítios inimagináveis, apresentam-nos as pessoas mais extraordinárias, dão sustendo aos nossos sonhos, tiram-nos o tapete debaixo dos pés e levam-nos para longe. Um longe que pode ser ao virar da esquina, mas que é sempre distante e sempre nosso.
A cultura da imagem, pelo contrário, é mais superficial. Não que exista nada de errado ou de menos certo ou até de incompleto, mas porque a imagem nos limita a imaginação. Apesar disto, a imagem é das coisas mais importantes para o ser humano, com todo o mérito que merece. Na imagem, está lá quase sempre tudo, o que significa que não é preciso ir tão dentro de nós buscar mais qualquer coisa, porque as imagens são completas em si mesmas, e ainda por cima colectivas: vemos todos o mesmo. Na palavra não. Quando um escritor escreve sobre alguém ou algum sítio, por exemplo, a liberdade é toda nossa para imaginarmos um "alguém" que só nós podemos ver e que será sempre diferente do "alguém" de outra pessoa. Até mesmo diferente do "alguém" que o escritor concebeu. É esse o poder da leitura. É um poder absoluto e ilimitado que nos dá todo o direito de arrumar dentro de nós aquilo que o escritor escreveu, a partir da história que estamos a ler.
Mesmo que a nossa leitura não seja ficção, mesmo nos factos, temos a liberdade de desenhar alguns dos contornos à nossa maneira. É um poder bom, porque até o abuso, o exagero do uso dessa liberdade, nunca resulta mal. Afinal é a nossa leitura e podemos fazer dela o que muito bem entendermos.
Ler descansa, absorve e estimula. Ler nunca é mau. Não há livros bons ou livros maus. Isso depende só de cada um de nós. Claro que há livros que se calhar devíamos ler um dia, mas isso é porque têm uma importância que as mil e uma leituras dos outros lhes deram e que esses leitores quiseram partilhar connosco. Esses livros, sejam clássicos ou simplesmente livros que têm um êxito súbito, até podem nem ser os melhores. São livros que criam a ansiedade da leitura e fazem com que nos sintamos obrigados a lê-los Nessas alturas o melhor é só os ler se verdadeiramente nos apetecer. Só assim poderemos aproveitar ao máximo a riqueza desse livro.
Não ler também não é necessariamente mau. Os livros esperam por nós e têm toda a paciência do mundo. Uma página por dia é tão bom como duas, três, cinco ou dez. O livro faz todo o trabalho por nós. O livro abre-se e seduz, agarra-nos e surpreende-nos. O livro cativa sempre, mesmo que o deixemos de parte durante algum tempo, porque ele tem sempre tempo.
Ler é também liberdade para o espírito. É como andar de carrossel com as palavras. É sempre emocionante, ainda que possa ter momentos desconfortáveis aqui e ali. Ler é tão livre que até podemos sair do carrossel a meio. Ninguém é obrigado a ler um livro até ao fim ou sequer a gostar dele. E podemos ler os livros que mais gostámos vezes sem conta com a garantia de que será sempre uma experiência diferente. Ler é partilhar, é saber mais, é viver melhor. Ler é conseguir fazer tudo sem sair do mesmo lugar. Ler é abrir o nosso mundo...

domingo, 30 de dezembro de 2007

Diz-me porquê.

Tens a mínima noção do quando me está a custar escrever isto? Tens? Tens a mínima noção do quanto me dói a mão? Tens a mínima noção da porcaria que estás a fazer? Tens a mínima noção da necessidade que tenho de escrever isto, mas ao mesmo tempo a vontade de deixar isto por aqui pelas dores que esta mão inchada e negra me está a dar?
Não! Tu não tens noção disto. E sabes porquê? Porque se tivesses noção disso não te tinhas ido embora, não nos tinhas deixado!
Porque é que fizeste uma merda destas, ham?! Podes explicar-me?

Eu só te queria aqui... Não queria que me tivesses levado a magoar-me a mim mesma... Não queria que me tivesses obrigado a chorar só para parecer bem. Tu sabes como eu sou, sou fria nestas coisas, tu sabes que eu não consigo chorar com o choque que me causaste. Tu sabes isso! E, mesmo assim, para não ferir outras pessoas tive de chorar!

Que direito tens tu? Ham? Diz-me lá, oh espertalhão... que direito tens tu?
Espera... eu respondo por ti. Não tens direito nenhum! Não tinhas o direito de ir embora e deixar cá todas as pessoas que te amam e que neste momento estão a sofrer.

Desculpa as barbaridades ditas, mas és tu que mas fazes dizer!

Se conseguires ser feliz no lugar onde estás, se estiveres melhor aí... então eu também te perdoo!

O feliz ano novo a tempo e horas.

Boas!

Desta vez... desta vez sim! Estou a fazer o que deveria ter feito com o Natal... A desejar-vos um óptimo ano novo.

"O Ano-Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".
A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de Janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o Deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás."


Este acontecimento é propício a que muitas pessoas tomem decisões, ou façam promessas de coisas que esperam conseguir no novo ano. Prometem perder peso, deixar de fumar, economizar dinheiro, prometem tentar deixar sempre o tampo da sanita fechado, não cuspir para o chão, não discutir tantas vezes, prometem... tantas pessoas desejam e prometem tanta coisa. Sabem que mais?! Não prometam, façam! Não se iludam a vocês mesmos. Quando tiverem de fazer alguma coisa por vocês ou pelos outros, façam-na! Mas façam-na mesmo. Não fiquem pela promessa ou pelo desejo.
Deixa a vida correr... um ano é tanto tempo... é tanto tempo. É o tempo suficiente para os teus desejos mudarem. É o tempo suficiente para te arrependeres de uma promessa que fizeste, porque naquela altura era o que querias, e que agora essa mesma promessa já não faz sentido, já não conjuga com aquilo que desejas no momento presente. E, se realmente fores uma pessoa de palavra, vais sentir-te obrigado/a a cumprir essa promessa mesmo que ela já não signifique nada para ti. Para quê isto? Para quê promessas? Para te arrependeres mais tarde? Age! Simplesmente age! Ou fica quieto/a, se for isso que desejares naquele momento.
Sabes que mais? Eu também tenho muitos desejos para este novo ano e, às vezes, até me sinto tentada a fazer promessas. Mas, pelo menos as promessas, não me servem de nada.

Espero sinceramente que tenhas um óptimo ano novo... claro que não espero isso apenas por estar aí à porta um novo ano e porque "ano novo, vida nova"... Não! Nada disso! Apenas espero que tenhas um óptimo ano novo porque, por certo, é isso que desejas para ti mesmo e se é isso que queres para ti, então é isso mesmo que te desejo!

FELIZ ANO NOVO!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O feliz Natal atrasado.

Boas!

Como devem ter reparado, aquele sábado teve uma duração bastante longa.
Conhecem aquele misto de falta de inspiração e de tempo? Pois bem, foi isso mesmo que a minha pessoa tem sentido. E, em vez de editar um post sem categoria absolutamente nenhuma, decidi nem sequer escrever nada.
Mas, mesmo sem inspiração e sem tempo, sei que devia ter deixado aqui uma mensagem de Natal. E, por isso, tenho de pedir desculpas aos meus queridos visitantes do blog. Espero que (aqueles que comemoram o Natal) tenham tido um óptimo Natal. E não, não me venham com tretas, porque se não receberam muitos presentes, o vosso Natal não foi nada de especial. Agora fica bem eu dizer que estou a brincar, certo?

Espero que aceitem as minhas desculpas. Prometo deixar-vos aqui uma mensagem em homenagem ao novo ano que se aproxima e tornar os meus "sábados" mais pequeninos.

Vivam bem os últimos dias deste ano!

sábado, 15 de dezembro de 2007

O sábado diferente dos outros.

É sábado de manhã. Isso é importante? Seria se eu estivesse a viver em conformidade com um sábado de manha. Seria se eu a esta hora ainda estivesse a dormir para recuperar as energias gastas durante a semana que o antecedeu. Seria importante se quisesse viver este sábado tal como ele é.

Eu queria vivê-lo tal como todos os outros: dia tranquilo e relaxante, noite animada, cafés, ginásio, filmes, música, conversas... Enfim, tudo aquilo que faz com que seja um sábado. Eu queria vivê-lo assim, mas não consigo. Estou acordada desde muito cedo, a essa hora ainda não estavas acordado/a ou ainda nem sequer te tinhas deitado. E isso já faz com que seja um sábado diferente.

Não consegui dormir mais, o meu consciente ou subconsciente não mo permitiram. E, para ajudar, o meu corpo também não está a permitir que me levante desta cama. E, aqui deitada, apenas tenho forças para escrever e para pensar.

Preferia que fosse um daqueles dias de semana agitados, em que não há tempo para pensar. Daqueles dias em que, ao levantar, tomamos um duche rápido, vestimos uma roupa confortável, descemos a escada em direcção à cozinha numa correria infernal, pegamos numa peça de fruta e saímos em direcção à multidão, à confusão... fazemos as coisas que temos a fazer, sem pensar muito, porque o tempo não o permite. Num daqueles dias em que, ao fim do dia, chegamos a casa, depois de termos estado pelo menos 14 horas fora dela, e não jantamos, não vivemos, não pensamos, não falamos, não sonhamos, apenas fechamos os olhos e dormimos.

Nesses dias, não tenho tempo para pensar, para chorar, para sorrir... apenas para fazer as coisas que são já automáticas e que nos permitem não ter de pensar para as fazer.

Achas que gosto de estar aqui a pensar em coisas que me fazem mal? A pensar em coisas que me ferem de uma forma brutal?

Não, não é isto que eu desejo. Espera, pois não, não é isto que tu desejas. E porque não lutares por aquilo que desejas? Vais ficar aqui sem fazer absolutamente nada para além de pensar? Pensas de mais minha cara. Pensas de mais! Muda de atitude.

É... tens razão. Já pensei de mais!



Bom SÁBADO meus caros leitores. Vivam-no!

É isso mesmo que vou fazer, vou vivê-lo agora, neste momento!



Até... não sei quando, porque este sábado pode prolongar-se por muito e muito tempo!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ben Harper - Walk away

É tão difícil de fazer e tão fácil de dizer, mas, por vezes, temos de deixar ir embora. Com tanta gente para amar na minha vida, porque é que me preocupo com uma? Mas é preciso deixar-te andar direção à porta de saída. Diz-se que quando se ama alguém, então devemos dar-lhe a liberdade, mas eu preferia estar atada a ti.
Dizem que o tempo fará com que isso passe, mas é o tempo que tem agarrado nos meus amanhãs e os tem transformado em ontens.
Estás em lugar nenhum para ser encontrado.
Deves ir embora... ir embora em direcção à porta de saída.
apenas a música...
__________________________________________________________
Oh no
here comes that sun again
that means another day
without you my friend

And it hurts me
to look into the mirror at myself
and it hurts even more
to have to be with somebody else
and it's so hard to do
and so easy to say
but sometimes
sometimes you just have to walk away
walk away

With so many people
to love in my life
why do I worry
about one

But you put the happy
in my ness
you put the good times
into my fun
and it's so hard to do
and so easy to say
but sometimes
sometimes you just have to walk away
walk away
and head for the door

We've tried the goodbye
so many days
we walk in the same direction
so that we could never stray
they say if you love somebody
than you have got to set them free
but I would rather be locked to you
than live in this pain and misery

They say time will
make all this go away
but it's time that has taken my tomorrows
and turned them into yesterdays
and once again that rising sun
is dropping on down
and once again you my friend
are nowhere to be found
and it's so hard to do
and so easy to say
but sometimes
sometimes you just have to walk away
walk away
and head for the door
you just walk away
walk away

sábado, 8 de dezembro de 2007

Desaparece.

Desaparece...
Desaparece antes que esta raiva se desenvolva e ganhe raízes!
Eu não quero isso para mim!


Desaparece de uma vez por todas! DESAPARECE!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O porquê do grito.

"Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: "Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?".
"Gritamos porque perdemos a calma.", disse um deles.
"Mas para quê gritar quando a outra pessoa está ao nosso lado?" - Questionou novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça " - retorquiu outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar: "Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu: "Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?". O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam de gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais alto vão ter de gritar para se ouvirem um ao outro, através desta grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é muito pequena. Às vezes os seus corações estão tão perto que nem falam, somente sussurram. E, quando o amor é intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É o que acontece quando duas pessoas que se amam estão juntas."
Por fim, o pensador conclui, dizendo: "Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará o dia em que a distância será tão grande que não mais encontrarão o caminho de volta."."

Mahatma Gandhi
__________________________________________________________
Quando estava a ver o Hi5 de um grande amigo meu (repare-se que quando digo grande falo nos dois sentidos), encontrei este texto de Mahatma Ghandi. Fiquei estupefacta, não só pela forma simples e atraente como é escrito este texto, mas também porque este fala de uma coisa que muitos de nós sentimos, mas que somos incapazes de explicar ou traduzir para palavras (quer dizer, pelo menos eu só o sentia, não fui capaz de o traduzir para palavras). Eu já sabia que o Miguel (o tal grande amigo e amigo grande) tinha um óptimo gosto (nem que fosse só por gostar desta amiga pequena como uma grande amiga), mas quando vi isto no Hi5 dele pensei: "Irra, o rapaz tem mesmo bom gosto e sentimentos, não é qualquer um que tem a sensibilidade suficiente para gostar de um texto assim". E, o que é facto, é que ele tem.
De facto, quando amamos alguém ou simplesmente quando estamos apaixonados por esse alguém, muitas vezes, não precisamos sequer falar. Um olhar, um sinal, um gesto entre duas pessoas que estão apaixonadas, pode dizer muito mais do que um simples conjunto de palavras. Para quê falar se um simples piscar de olho pode dizer tudo?
Bem, eu não me vou esforçar muito a tentar explicar isto, porque para além de estar muito claro no texto, acho que já todo o ser humano que está ou já esteve apaixonado sabe bem do que se está a falar. Para quê por por palavras estes sentimentos?
Meus caros, sintam! Mas não deixem que o vosso coração se distancie muito do coração da pessoa que amam por uma discussão. Porque, muitas vezes, a distância é tão grande que não há retorno possível.
Não gritem, sussurrem!
P.S.: Obrigada Miguel por me permitires ter conhecimento que tal texto existe!